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A AMÉRICA LATINA EM CONTOS
Um intercâmbio cultural pluridisciplinar entre a França e a América Latina
Marianne SYTCHKOV - Dramaturga, diretora teatral, atriz
Nascida na Rússia, de pais russos, ela se chama Marianne em homenagem
à República Francesa. Tornada francesa de adoção,
seu percurso artístico conserva uma marca desta dupla herança
cultural. De suas raízes russas muito terrenas e populares nasceu
seu interesse por toda forma de teatro proveniente do povo: teatro de rua,
mímica, clown, contos, bufão, commedia dell’ arte...
Do seu encontro com a França e refinamento da cultura ocidental,
nasceu sua paixão pela ópera e pelo teatro lírico.
Na Rússia, ela estuda dança clássica, depois história da arte na “Ecole junior de l'Ermitage” de São Petersburgo. É no seio desta escola que ela escreve seu primeiro roteiro de teatro aos 12 anos : uma paródia da epopéia grega clássica.
Desde que se instalou na França, ela estuda canto lírico. Primeiro no conservatório “G.Charpentier” em Paris, depois com Pali Marinov, Paulina Skirda do Teatro Mariinsky de lírico em São Petersburgo e Carol Baggott-Forte. Paralelamente, ela obtém um diploma de línguas na Sorbonne e prossegue a escritura de roteiros para o teatro. Ela se forma como atriz no seio de diferentes companhias parisienses, entre as quais “Art Symbiose”, “Théâtre du Faune” e “Mystère Bouffe”.
A partir de 2000, ela começa a trabalhar como cenógrafa. Cria a cenografia de exposições de arte decorativa russa, no âmbito do Festival Russo à St Gratien, e em seguida realizações cênicas de diferentes eventos de rua, entre os quais um em Montmartre dentro da programação do “Printemps des Poètes” (Primavera dos Poetas).
Em 2002, ela funda a companhia lírica e teatral “Voix Lactées” que é produzida desde então, entre outros, no “Théâtre du Temps” e na Cidade Universitária Internacional em Paris, no Moulin d'Andé à Rouen e dentro da programação cultural de diversas outras cidades da Haute-Normandie. Ela faz parte da SACD (Sociedade dos Autores e Compositores Dramáticos) e é autora e diretora teatral de vários espetáculos burlescos para crianças, de dois contos modernos e musicais e de diversos espetáculos líricos.
Como atriz, ela atuou recentemente em papéis burlescos em espetáculos
de rua nos vilarejos da Haute-Normandie ou bem no Festival dos Tréteaux
Nomades das Arenas de Montmartre à Paris. Ela acaba de integrar a
companhia “Mystère Bouffe” com a qual ela começou
um trabalho sobre a pantomima e o teatro gestual. Além disso, ela
é professora de dicção lírica russa no CNSM
(Conservatório Nacional Superior de Música) de Paris.
Marine BELIARD - Atriz
Ao mesmo tempo atriz e produtora cultural, a minha experiência profissional
é diversa.
Como produtora cultural, trabalhei no Ministério da Educação Nacional junto ao conselheiro cultural, e na associação Jangada, organizando o Festival de Cinema Brasileiro de Paris.
Como atriz, me formei na Escola Internacional de “Blanche Salant” e “Paul Weaver” em Paris (trabalho baseado na improvisação, relaxamento pelo método Feldenkrais e texto). Há dois anos, me dedico inteiramente à minha paixão que é o teatro. Como me interesso muito pela expressão corporal, segui uma formação de contato improvisação (técnica de dança baseada na improvisação entre duas ou mais pessoas).
Participei de várias criações teatrais desde o fim da minha formação. Também atuei em curta-metragens.
Acabo de criar minha associação « La Lune vagabonde»,
visando desenvolver meus projetos pessoais, entre os quais “A América
Latina em contos”. Estou escrevendo uma peça de teatro que
será montada em breve.
Ela é estudante na Universidade de Paris 3 Sorbonne Nouvelle, preparando o Diploma universitário em lingua portuguesa.
No âmbito deste projeto na Amazônia, trabalho com uma diretora teatral que vai conceber o espetáculo, e uma atriz brasileira que reside na França e gerencia os contatos e parceiros no Brasil.
Daniella DANTAS - Atriz
Daniella formou-se em teatro no CEFAR (Centro de Formação
Artística de Belo Horizonte). No último ano da sua formação,
participou dos espetáculos “A Barrigada” e “Guernica
– fragmentos de Arrabal”, ambos criados durante 6 meses de trabalho
e pesquisa. O primeiro, utilizando a linguagem das máscaras, foi
apresentado em diversos festivais, parques e teatros do Brasil. Deste segundo,
com menos tempo de existência, nasceu o personagem “as irmãs
siamesas”.A partir deste personagem, Daniella Dantas e Carolina Bahiense
criaram a cena curta “O Baú”. Criação premiada
no Festival de Cenas Curtas do Galpão Cine Horto e Festival de Esquetes
do Rio de Janeiro. A cena se apresentou também no Festival de Araxá
e em outros teatros.
Além da formação de atriz, Daniella participou de diversos cursos e oficinas ministrados por artistas e grupos de teatro de grande reconhecimento no Brasil: cursos de dança contemporânea (Cia Cena 11, Nova Dança e outros), máscara (Grupo Moitará e Barracão Teatro), clown (Barracão Teatro e Cia Nova Dança), acrobacia (Spasso Escola Popular de Circo), mímica (Hipoccampe/Paris), treinamento técnico do ator (Grupo Lume)...
Seu projeto é dar continuidade à pesquisa gestual iniciada
em “O Baú” e finalizar o projeto com a criação
de um espetáculo, utilizando o jogo do clown como linguagem. Pretende
também, iniciar uma formação teatral na França
e realizar parcerias e intercâmbios com companhias teatrais francesas.
Ela é estudante em « Licence » de teatro na Universidade de Paris 8.
Em “A América Latina em Contos”, ela é responsável
pela tradução dos textos, assim como pela comunicação
junto aos organismos e associações no Brasil.
Raphaël Bein – músico
“Amante de música” desde jovem, ele se iniciou na prática da música tradicional africana do oeste na associação “tam-tam mandingue”,
criada por Mamady Këita em Bruxelas. Foi em 1998 que ele descobre o djdjeridoo, um instrumento típico dos aborígenes da Australia,
pelo qual ele imediatamente se apaixonou.
Ele participou de diversas manifestações culturais e artísticas com a associação “les arts au soleil” (Carnaval de Paris, Festival de Aurillac, Festival de música do mundo de Aubervilliers). Ele acompanhou os cursos de dansa afro-contemporânea e espetáculos de dansa no conservatório municipal de Bagnolet entre 2003 e 2006.
Ele participa, enquanto músico, no projeto ilustrando em sons e músicas os contos propostos.
Telena TELES - Documentarista
Atualmente, cursando o último ano de graduação em Antropologia da Universidade Paris 8, formação que integra cursos de Cinema. Cursou a escola livre de Cinema da Filmakers. Participou de oficinas de fotografia, entre elas: a técnica de pin roll (câmeras artesanais) e de still (fotografia de cena), realizou 4 curtas metragens, dois deles como diretora e roterista. Em 2008 criou, junto a estudantes de antropologia franceses e brasileiros, o coletivo « Vira-Lata » que se dedica a realização e a difusão do cinema documentário independente.
Felipe Urvoy -Técnico de som
Felipe Urvoy é estudante em « Master 1 » (pós-graduação) de História na universidade Paris 1 Pantheon-Sorbonne e em « Licence » (graduação) de Antropologia na universidade Paris 8 Vincennes - Saint-Denis, numa formação que integra igualmente cursos de cinema e de captação de som.
Ele começou a trabalhar com som de maneira autodidata, colaborando em curtas-metragens, e pesquisando sobre as sonoridades de meios ambientes e lugares geográficos variados.
oi assim que, em 2006, ele realizou gravações sonoras na Romênia, para o projeto de curta metragem « Bucuresti ,» realizado por Emilien Urbano, e, mais tarde, trabalhou com o artista plástico carioca Roberto Cabot como assistente, realizando gravações de som e fotos em torno do trabalho dele. Em fevereiro de 2008, ele participou, junto com o pesquisador francês Louis-Jean Duclos e o pesquisador marroquino Mustapha El Qadery, do projeto « Bou Gafer », projeto de pesquisa de campo em torno da escritura da história e da cultura oral dos povos berberes Ait Atta, na cidadizinha de Alnif – Marrocos. Nesse projeto, que foi patrocinado pelo historiador francês Pierre Vermeren e o « Centre d’Etudes des Mondes Africains » de Paris, Felipe Urvoy participou não so como pesquisador, mas igualmente como técnico de som, realizando as gravações dos depoimentos relativos a cultura oral dos berberes Ait Atta.
Foi igualmente no ano de 2008 que ele participou, junto com estudantes de antropologia franceses e brasileiros, da criação do coletivo « Vira-Lata » que se dedica à realização e à difusão do cinema documentário independente. Junto com o coletivo « Vira-Lata » e com o apoio do coletivo carioca « Mate com Angu », ele participou da organização da primeira edição do Festival « Nossas Novas » de documentário brasileiro independente em Paris, que occoreu em junho de 2008.
Em julho de 2008, ele participou, como técnico de som, do encontro entre artistas franceses e brasileiros na aldeia Nova Munduruku – Juara (MT) dentro do projeto « L’Amerique Latine en contes ».
2008 : O BRASIL
